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Por meio de suas redes sociais, a TV Cultura exalta que irá transmitir a Paralimpíada após concessão da Rede Globo e COI. Foto:Divulgação

 Se a cobertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 bateu recordes em audiência com estimativas próximas a 3,5 bilhões de espectadores ao redor do mundo. Espaço de transmissão sem precedentes na televisão brasileira com 100% de cobertura, porém pouco da estrutura montada pela emissora detentora dos direitos de transmissão da Rio 2016, foi aproveitado para a paralimpíada.Tudo virou entulho. A exemplo o colossal estúdio da Rede Globo no parque olímpico foi desativado e demolido dias depois da tocha se apagar no Maracanã.

Nem Bandeirantes, nem Record, nem Globo transmitiram ao vivo a abertura da paralimpíada. Depois que exibiu um compacto após seu horário nobre, de novelas e telejornais, a emissora oficial cedeu seus direitos de transmissão para a TV Cultura.

Deste momento em diante uma guerra se instaurou. TV Cultura versus Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), proprietária da televisão estatal do Brasil, a TV Brasil. A  EBC vetou a transmissão pela TV Cultura justificando que a transmissão dos jogos só é possível por redes nacionais de televisão pública, algo que a Cultura não é. A emissora apelou as redes sociais com a hashtag #LiberaoSinalEBC, sem sucesso.

Somente com o aval da Globo e da OBS (Olympic Broadcast Services), geradora global de imagens do Comitê Olímpico Internacional, a TV Cultura driblou o veto da EBC e transmitiu a cerimônia de abertura com atraso de uma hora em relação ao evento. O sinal foi gerado diretamente do IBC (International Broadcast Center), centro de transmissões internacionais do COI situado ao lado do parque olímpico e paralímpico do Rio de Janeiro.

Sem a mobilização das detentoras comerciais das transmissões dos jogos, os heróis paralímpicos lamentavelmente não terão nem metade da atenção do que os atletas olímpicos tiveram. Serão cinco emissoras virtualmente donas dos direitos de transmissão, Globo, Record e Band e após a “gentil” concessão, Cultura e TV Brasil passaram a integram essa lista. No entanto nenhuma das emissoras mostrou sua programação para a difusão dos jogos paralímpicos Rio 2016.

O projeto experimental Cobertura Olímpica dos alunos Jornalismo da ESPM-SP irá transmitir diversas modalidades deste evento que coroa verdadeiros super humanos, para saber mais detalhes, confira nossa programação.

Por Luiz Mendes.