Brasil mantém expectativa de estar entre os cinco primeiros países dos Jogos

Logo no primeiro dia na paralimpíada do Rio, o Brasil conquistou cinco medalhas; três de ouro, uma de prata e uma de bronze. O resultado já supera a conquista olímpica, quando o país precisou de três dias até o ouro de Rafaela Silva. De volta ao centro paralímpico, foi nas competições de apenas dois esportes, atletismo e natação, que veio a sequência de pódios.

A primeira vitória brasileira veio no atletismo, Odair Santos conquistou a medalha de prata nos 5.000m T11 (categoria para atletas com deficiência visual), com o tempo de 15min17seg55. Odair apenas ficou atrás do queniano Samwel Mushai Kimani, que fez o melhor tempo de sua carreira, 15min16seg11. Na terceira colocação ficou seu compatriota Wilson Bii, que atingiu essa colocação pela desclassificação de Erick Kiptoo Sang, por cruzar a linha de chegada atrás de seu atleta-guia.

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Odair Santos ao cruzar a linha de chegada e conquistar sua oitava medalha paralímpica. Foto: Divulgação

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Martins, comemora conquista dourada. Foto: Divulgação

Ricardo Costa de Oliveira, também no atletismo, foi quem trouxe o primeiro ouro para casa, ao atingir a marca de 6m e 41cm na disputa de salto em distância. O Brasil ainda conquistou mais uma medalha dourada, e dessa vez com direito a recorde mundial. Daniel Martins, que é conhecido como sósia do Neymar, garantiu a primeira colocação pelos 400m T20 (categoria para atletas com deficiência intelectual).

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Daniel Dias na cerimônia da entrega da medalha de ouro. Foto: Divulgação

Confirmando o favoritismo nas piscinas, Daniel Dias, que possui má formação nos braços e pernas, conquistou sua primeira medalha de ouro na competição, pela prova de 200m livres. O maior medalhista paralímpico garantiu sua 11º medalha de ouro apenas nos Jogos, ao completar a prova em 2min27seg28. Ainda pelas águas, o tocantinense Ítalo Pereira ficou com o bronze pelos 100m costas.

Por Bruno Reis.